30º Prêmio Shell de Música – VIVO RIO – 05.out.2010

Texto extraído do site da SHELL

Inicialmente, a homenagem abrangia as duas vertentes da música, a erudita e a popular. Mais tarde, a premiação voltou-se especificamente para a música popular, por iniciativa dos próprios jurados responsáveis pela distinção.

Desde 2008, o Prêmio Shell de Música tem um novo formato. Uma revisão no regulamento tornou elegíveis também os intérpretes que tenham uma contribuição à música brasileira (até 2007, apenas compositores podiam ser premiados).

Outra mudança é a ampliação do júri (de 5 para 7 membros) – composto por profissionais da música, além de produtores e jornalistas especializados.

O homenageado recebe um troféu desenhado pelo joalheiro Caio Mourão e o prêmio de R$ 15 mil que são entregues durante o evento que reúne o vencedor e outros artistas convidados num show comemorativo.

Todos os anos, o júri composto por personalidades ligadas à música brasileira, entre músicos, estudiosos e críticos, se reúne para escolher o vencedor do prêmio levando em conta o conjunto de sua obra.

Em clima nordestino, Dominguinhos foi homenageado por sua contribuição ao cenário musical brasileiro na entrega do 30º Prêmio Shell de Música, no Vivo Rio. “Esse reconhecimento é maravilhoso, já estou satisfeito só de estar aqui. Nunca ensaiei tanto para um show”, disse o cantor, que também é intérprete e instrumentista. Com participações de Gilberto Gil, Liv Moraes, Lenine, Mestre Azulão, Marcelo Mimoso e Elba Ramalho, as clássicas composições do artista Eu Só Quero um Xodó e Aconchego marcaram a festa.

A cerimônia, apresentada por Lenine, narrou a história do mestre dos baiões e dos xotes. “Seu som alegra as feiras e os forrós e virou o som tradicional do sentimento nordestino. A Shell está homenageando o maior ícone do ritmo, seu maior mestre”, admirou o cantor, que também é pernambucano. O show se caracterizou pela descontração de Dominguinhos, que aproveitou para relembrar histórias pessoais.

O troféu do prêmio foi entregue pelas mãos do presidente da Shell Brasil, André Araujo, que reafirmou o apoio da empresa à cultura e enalteceu a contribuição do homenageado para a sociedade brasileira. “Dominguinhos, nesses 50 anos de carreira, colocou a música nacional como referência no mundo, utilizando todo seu talento, inspiração e perseverança para contar a história do povo brasileiro”.

Dominguinhos foi o 30º contemplado com o Prêmio Shell de Música e agora figura na galeria ao lado de gigantes da música como Tom Jobim, Moacir Santos, Dorival Caymmi, Chico Buarque, Caetano Veloso, entre outros. A escolha do homenageado desta edição foi feita pelo júri formado pelos jornalistas Antônio Carlos Miguel (O Globo) e Marcus Preto (Folha de S.Paulo), o músico Edu Krieger, o produtor musical Alê Siqueira, a cantora Mariana Aydar e o produtor cultural Pedro Seiler.

O músico é um dos principais representantes do forró, sendo considerado o “Rei da Sanfona”. O gênero ficou consagrado com Luiz Gonzaga, que passou cedro e coroa para Dominguinhos. Hoje, a sanfona incorporou-se à Música Popular Brasileira e é capaz de executar qualquer estilo de música.

Para encerrar o show, Gilberto Gil, Elba Ramalho, Lenine, Liv Moraes, Azulão e Marcelo Mimoso subiram juntos no palco com Dominguinhos, para cantar Isso aqui tá bom demais, que contagiou a plateia.

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